A MESMA COMPANHIA DE INVESTIGAÇÃO TEATRAL estreia sua pri­meira tem­po­rada na capi­tal Pau­lista com os tex­tos Janeiro e Algu­mas Laran­jas do autor João Fábio Cabral.

A AmesmA Com­pa­nhia de Inves­ti­ga­ção Tea­tral foi cri­ada em 2011 pelo autor, ator e dire­tor João Fábio Cabral, pela atriz  Andréia Gar­cia e o ator, pes­qui­sa­dor e dire­tor Jud­son Cabral. O núcleo do grupo hoje é for­mado tam­bém pelos ato­res Vini­cius Cala­mari, Le Faz­zio e Rodrigo Marcoz.

Come­ça­mos nossa inves­ti­ga­ção com o pro­jeto Cidade Silen­ci­osa, quarta peça da Mos­tra Pri­meira rea­li­zada pela Com­pa­nhia em 2013 no TEATROPEQUENO ATO. Mos­tra que teve no seu reper­tó­rio os espe­tá­cu­los CIDADESILENCIOSA, BOB É NEGRO, ALGUMAS LARANJAS e JANEIRO, como tam­bém o lan­ça­mento do livro CINZEIRO – 17 OBRAS DE JOÃO FÁBIO CABRAL,  pela Nver­sos Editora. João Fábio tem em seu cur­rí­culo como dra­ma­turgo mais de 20 tex­tos ence­na­dos no país, prin­ci­pal­mente na cidade de São Paulo, entre outros é autor de Flo­res Bran­cas, Rosa de Vidro, Tanto, Um Verão Fami­liar e Delicadeza.

Nosso desejo era pes­qui­sar algo que ver­da­dei­ra­mente nos atra­ves­sasse como artis­tas, que movesse nos­sos pen­sa­men­tos na dire­ção de uma potên­cia cri­a­tiva e des­co­nhe­cida, um lugar ainda pouco ou nada explo­rado por nós mes­mos. O pró­prio desejo de ser artista e essa inves­ti­ga­ção inte­rior de rup­tura seria um reen­con­tro do homem/artista, o diá­logo com o mundo e nossa comu­ni­ca­ção com a soci­e­dade, com a arte, com nosso tempo e o cami­nho a ser percorrido.

Bus­car sig­ni­fi­cado, res­sig­ni­fi­car, duvi­dar, enten­der esse “lugar de fora”, essa estrada que não deve­ria ter dire­ção, ape­nas indi­ca­ções de novos movi­men­tos, ou nem isso, como um mundo sem iden­ti­dade, uma suposta guerra sem fim, um exer­cí­cio sem prazo final, uma per­gunta diá­ria sobre a vida, a arte e um foco cha­mado des­co­nhe­cido de si mesmo, estran­geiro de den­tro e de fora, o vazio do estado físico sen­ti­men­tal, a fan­ta­sia de quem chega e quem vai embora, a dúvida.

AmesmA Com­pa­nhia quer exer­cer essa prá­tica de algo con­sis­tente que nos pre­en­che ini­ci­al­mente com uma poé­tica dra­ma­túr­gica, cênica e inter­pre­ta­tiva de “ser” tan­tas pos­si­bi­li­da­des de não “ser”, sig­ni­fi­ca­ção potente e cri­a­tiva do nosso ofí­cio que nos impul­si­ona a ir adi­ante, atra­ves­sar novas fron­tei­ras na nossa investigação.

Deci­di­mos ao longo de nos­sas expe­ri­men­ta­ções que o “des­co­nhe­cido”, pala­vra tão ame­dron­ta­dora, seria o ponto de par­tida pra toda pes­quisa. Des­co­nhe­cido do gesto, do tempo, do lugar, do sen­ti­mento, da dor, do sor­riso, do amor, do san­gue, da carne, da laranja, do hor­ror, da ver­go­nha, do andar, da fé, da vida, do sabor, do desejo, do saber, de tudo que nos rode­ava, até do ar que cada um res­pi­rava, da nossa rima incan­sá­vel de dese­jar ser artista no mundo con­tem­po­râ­neo e abor­dar o lugar do estran­geiro fami­liar, das fron­tei­ras imi­gra­tó­rias dos paí­ses, cida­des, bairros.

SOBRE OS ESPETÁCULOS:

“Janeiro” A ence­na­ção parte do cami­nho apon­tado pela dra­ma­tur­gia que loca­liza a ação da peça numa casa sem telhado, um lugar dis­tante da cidade e apa­ren­te­mente deserto de vida. Nesse cená­rio vive uma famí­lia des­gas­tada pelo tempo, esta­be­le­cida como pri­são do SER e sua resig­na­ção perante a rea­li­dade que sobrou por ali. Numa espé­cie de res­pi­ra­ção cole­tiva, os ato­res fazem a tri­lha sonora dessa atmos­fera triste e des­pe­da­çada. O que bus­ca­mos é apon­tar uma pro­vá­vel metá­fora do caos social atra­vés dessa estru­tura fami­liar vio­lenta e ausente de ter­nura, sub­missa ao medo invi­sí­vel, toda­via, pre­sente, jun­ta­mente com essa falta de liberdade.

“Algu­mas Laran­jas” Tem como base um rumo sem rumo, o desejo de quem chega num território,a pro­cura do “estran­geiro como pátria”. A nar­ra­tiva pro­põe uma refle­xão sobre acei­ta­ção do dife­rente, a into­le­rân­cia ao que vem de fora. A ação da peça inicia-se com um homem, Mus, per­so­na­gem cen­tral da trama que deseja morar num bairro da cidade. Ele quer viver ali e ven­der laran­jas, mas per­cebe que falta legi­ti­mi­dade, cre­den­ci­a­mento social por parte dos mora­do­res do bairro, e num ato de deses­pero ele aponta o dedo para uma auto­ri­dade local, gesto que é con­si­de­rado crime no Bairro Para­deiro de la Crème. “Quem de fato mata quem nessa terra de leis cla­ras e bon­do­sas?” A ence­na­ção aponta essa pes­quisa, trans­for­mando ale­go­ri­ca­mente os per­so­na­gens da cidade em cri­a­tu­ras que bei­ram a cari­ca­tura de um dese­nho animado.

PEÇAS:

“ALGUMAS LARANJAS”

Texto e dire­ção: João Fábio Cabral

Elenco: Andréia Gar­cia, Vini­cius Cala­mari, Le Faz­zio, Thaís Ienaga e Gabriel Tavares

Luz: João Fábio Cabral

Figu­rino: Andréia Garcia

Cená­rio e Sono­plas­tia: Amesma Com­pa­nhia de Inves­ti­ga­ção Teatral

SINOPSE:

Mus, per­so­na­gem cen­tral, quer morar num bairro muito impor­tante da cidade, logo des­co­bre que para viver ali é pre­ciso cum­prir alguns requi­si­tos, que ele não tem, sendo o prin­ci­pal deles, ser do bairro. Ele então se per­cebe em um uni­verso de pre­con­ceito, men­ti­ras, vio­lên­cia e into­le­rân­cia. Mas, ainda sim, Mus decide ficar e sua deci­são de per­ma­ne­cer acaba desen­ca­de­ando con­sequên­cias devas­ta­do­ras. l Dura­ção: 80 minutos.

SÁBADO 21h –DOMINGO 19h

 

“JANEIRO

Texto e Dire­ção: João Fábio Cabral

Figu­rino: Andréia Garcia

Cená­rio e Ilu­mi­na­ção: João Fábio Cabral

Tri­lha sonora: AmesmA Com­pa­nhia de Inves­ti­ga­ção Teatral

Elenco: Andréia Gar­cia, Vini­cius Cala­mari, Le Faz­zio, Thaís Ienaga, Gabriel Tava­res, Rodrigo Mar­coz e Domi­tila Gonzalez.

SINOPSE:

Dois jovens se casam no Ano Novo. Pela manhã, o casal não se reco­nhece, sur­gem dúvi­das e o motivo que levou a rea­li­zar o matrimô­nio. Con­fu­sos com a situ­a­ção, deci­dem ir para a casa dos pais dele, lá che­gando, os dois são rece­bi­dos por uma atmos­fera de per­tur­ba­ção e vio­lên­cia entre a mãe e a irmã, que reve­lam algo trá­gico: o fale­ci­mento do pai. Dura­ção: 55 minutos.

QUINTA – 21h30min – SEXTA – 21h30min

 SERVIÇO:

JANEIRO: QUINTA E SEXTA, 21h30m

Dura­ção: 55 minutos.

ALGUMAS LARANJAS: SÁBADO, 21h, DOMINGO, 19h.

Dura­ção: 80 minutos.

TEMPORADA:

DE 13 DE FEVEREIRO A 30 DE MARÇO DE 2014.

LOCAL: TEATRO PEQUENO ATO

ENDEREÇO: RUA TEODORO BAIMA, 78 — REPÚBLICA

INGRESSO:

R$40,00 INTEIRA

R$ 20,00 meia entrada. (para estu­dan­tes, pro­fes­so­res e aposentados.)

Pro­du­ção e Rea­li­za­ção: Amesma Com­pa­nhia de Inves­ti­ga­ção Teatral

Fonte: Dica de Teatro

Link: http://dicadeteatro.com.br/2014/02/26/amesma-companhia-de-investigacao-teatral-estreia-sua-primeira-temporada-na-capital-paulista-com-os-textos-janeiro-e-algumas-laranjas/

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