Para se embriagar de palavras – 2

Esse é o segundo post da série. No primeiro nós apresentamos alguns dos bares que se tornaram famosos por terem sido frequentados por escritores. A série ainda conta com 3 posts, em cada um, tratemos 3 bares famosos e vamos contar quais escritores costumavam debater suas historias apoiado nos balcões ou sentados às mesas (e quais também bebiam com o Hemingway). Sem mais delongas, vamos aos três bares de hoje!

4. Vesuvio Cafe (San Francisco)

Se tem alguma coisa no mundo literário que se identifica mais que Hemingway e Bukowski com bares, este algo é a geração Beat. O Vesuvio Cafe, bar kistchy situado em North Beach, era o ponto de convergência favorito de algumas das principais personalidades da geração que marcou a literatura norte-americana durante sua curta e intensa existência. Para marcar ainda mais atmosfera literária do lugar, o bar fica de frente com à renomada livraria City Lights. Frequentado por Jack Kerouac, Neal Cassidy e Allen Ginsberg, o Vesuvio até mesmo batizou o beco atrás do prédio com o nome do autor de On The Road. Além das bebidas potentes, o lugar é hoje um monumento ao jazz, ao estilo de vida criativo e à poesia.

vesuvio cafe

5. Cerveceria Alemana (Madri, Espanha)

Como já foi falado algumas vezes, Hemingway era o companheiro de copo que todo boêmio queria ter. O autor de Adeus às Armas e Por Quem os Sinos Dobram, além das viagens pelo mundo e das histórias que conseguiu em cada um desses lugares, acumulou bares favoritos por todos os lugares do globo em que passou. Na Espanha, em que Hemingway, além de um bar, também conseguiu a participação numa guerra civil, seu lugar favorito para tomar drinques era a Cerveceria Alemana, de Madrid. O lugar, fundado em 1904 e aberto até hoje chegou a ser homenageado com uma citação no livro O Sol Também se Levanta, e conserva até hoje a mesa favorita do autor, com tampo de mármore e vista para uma janela, onde os clientes podem se sentar.

cerveceria alemana

6. White Horse Tavern (cidade de Nova York)

Outro bar mais que centenário, esse pub nova iorquino de West Village era conhecido por ser um ponto de estivadores até a década de 50. Quando o poeta irlandês, Dylan Thomas, descobriu o lugar e virou seu primeiro freguês importante. Ironicamente, Dylan começou a tradição literária do White Horse e  o pub encerrou a carreira do poeta. O White Horse Tavern é também conhecido como o local do último drinque de Thomas, em 1953, quando depois de tomar dezoito doses de uísque, desmaiou na calçada e faleceu posteriormente no hospital St. Vincent. Apesar do fim trágico de Dylan, outros escritores, como James Baldwin, Norman Mailer e Anaïs Nin, também adotaram o pub, que é até hoje um local de culto e convergência do meio literário, sendo frequentado por escritores e poetas mesmo nos dias atuais.

white horse tavern

Fonte: Buzzfeed

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