Pela pluralidade do ser humano

Foi um assunto relevante no primeiro turno das eleições presidenciais no ano passado. Tem sido cada vez mais debatido, com um intenso ativismo principalmente pelas redes sociais em favor de mais direitos e de igualdade. O fim da opressão também vem sendo discutido, com a proposta de medidas legais que embasem uma sociedade mais igualitária. E agora foi tema de uma excelente reportagem de capa na última edição da revista Nova Escola. Debater (e compreender) identidade de gênero, orientação sexual e igualdade é fundamental.

Por mais triste que seja, o Brasil é ainda hoje um dos países mais perigosos do mundo para homossexuais, bissexuais e transexuais. Apesar de ser o pais onde é realizada a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, o Brasil também é o líder do ranking de mortes de homossexuais, concentrando 44% do total de óbitos desses grupos no mundo. Além disso, a expectativa de vida de uma pessoa trans no país é de cerca de 30 anos, menos da metade da expectativa de vida de um indivíduo cis, que é de aproximadamente 76 anos. A melhor maneira de equilibrar essa conta extremamente desigual é com informação. Com isso em mente, a Editora Nversos tem um acervo de livros que se propõe a discutir o tema: Invisibilidade Vigilante, Luis Antônio – Gabriela, Corpo em Obra e o mais recente Histeria & Gênero.

Histeria & Gênero apresenta (através de dois pesquisadores cis, é verdade) uma série de reflexões sobre as diferentes maneiras pelas quais desejos e identidades se enlaçam, desenhando um panorama das relações entre psicanálise, feminismo e estudos de gênero. A identidade de gênero e a orientação sexual ainda são confundidas por muitas pessoas, o que cria uma série de pré-conceitos errôneos que contribuem para que os indivíduos desses grupos sejam mantidos em posições sociais vulneráveis, sem possuir representatividade em posições de mobilização social e sem ter acesso efetivo aos serviços oferecidos pelo Estado. A reportagem da Nova Escola é um primeiro passo importante num dos ambientes de formação que mais determinam a visão de mundo do indivíduo e que, por muito tempo e ainda hoje, foi um dos ambientes mais opressores com o que difere do padrão considerado “normal” (conceito que está longe de poder ser aplicado ao comportamento humano). O livro contribui para equilibrar esse debate, oferecendo uma visão mais abalizada de um assunto que ainda é visto por muitos como tabu. Assim, no futuro esse debate poderá ser feito em igualdade de vozes, sem que um grupo esteja em posição subordinada ao outro.

Leia AQUI a reportagem da Revista Nova Escola.

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