Eu leio, tu lês, ele lê, ela lê. No metrô de São Paulo também!

Uma ótima maneira de esperar pelo trem, de fazer a viagem andar mais rápido. Seja no horário de pico ou em horários tranquilos, de vagão mais vazio.

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Dá gosto de ver, dá gosto de ler. Pelo metrô de São Paulo passam mais de quatro milhões de passageiros por dia. Muitos nem notam uma máquina instalada em 15 estações. Mas boa parte para – e namora a vitrine.

Homem, mulher, adolescente. É só escolher o tema. Tem romance, jogos, aventura. “Pague quanto acha que vale”, começando por R$ 2. São 60 mil livros vendidos por mês. Se um título se esgota, outro é posto no lugar. Leitura não falta. O importante é começar. E pode ser com um jornal ou um gibi.

“Se você lê, você melhora a sua leitura, você melhora a sua escrita, você melhora o seu estudo. Você aumenta seus conhecimentos. Você melhora a atenção. Você melhora a memória”, diz a escritora Ruth Rocha.

Está cada vez mais fácil ler em telas digitais. Entre os brasileiros que entram na internet, quase seis milhões já leram livros digitais ou que podem ser baixados.

A também escritora Ana Maria Machado lembra que num duelo entre o livro comum e o livro digital quem ganha é o leitor.

“Já se escreveu livro em pergaminho que era couro de cabrito, em papiro, tanta coisa. Depois que veio essa forma que tem hoje. Depois passou a estar nas telas. A gente não sabe como vai ser amanhã, mas as histórias – não importa onde elas são escritas, elas continuam tendo grande validade e muita importância”, diz a escritora Ana Maria Machado.

Homem transforma geladeiras velhas em mini bibliotecas espalhadas por Recife e Olinda

Amanda Santos, 14 anos: Nosso lugar preferido sempre foi e ainda é a livraria.
Sérgio Santos, técnico em microscopia: No ano passado eu fiquei muito surpreso e até emocionado quando eu perguntei pra ela qual o presente que ela queria e aos 13 anos ela dizer pra mim que queria 13 livros.
Amanda Santos: As pessoas que não gostam de ler ainda não encontraram o seu livro preferido.

Para saber e entender quem é esse pai que incentiva tanto os filhos a ler é preciso voltar no tempo. Sérgio nasceu numa família pobre. A mãe, Dona Mara, fazia um esforço enorme para levar sempre pra casa um livrinho. Ela sabia – ou tinha a intuição – do quanto a leitura faria a diferença na vida do filho.

“O livro foi realmente a base. Da comunidade pobre que eu venho, se eu não tivesse sido incentivado pela minha mãe à leitura – e isso me levou a outras leituras – isso me fez sonhar, galgar voos que me trouxeram até aqui à Universidade Federal de Pernambuco”, diz Sérgio Santos, técnico em microscopia.

Mas o foco do Sérgio não se restringiu aos microscópios. Ele quis fazer por outras pessoas o que a mãe fez por ele. E transformou uma geladeira de ferro-velho em uma biblioteca.

Os garotos e garotas moradores do bairro alto Nova Olinda, na cidade pernambucana de Olinda estavam ansiosos, mas quando a novidade chega é só alegria.

Depois de anos de uso e de uma repaginada, a velha geladeira não perde a função de matar a fome. Mesmo que seja fome de conhecimento. E o melhor é que o apetite nos novos leitores não para de crescer. Hoje são os alunos de uma escola pública que estão vasculhando as prateleiras da geladeira cultural número um.

Nem sempre eles ficam lendo baixinho pra si mesmos. Às vezes recebem a visita de contadores de histórias, como as gêmeas Maíra e Maiara.

As bibliotecas do Sérgio também são instaladas nos lugares mais remotos, escondidinhos: em pequenas associações de fundo de quintal. Os alunos do Mestre Neném não vão à associação só para jogar capoeira. No fim da aula, eles são estimulados a ler. E leem mesmo!

O maior desafio para aumentar o número de mini bibliotecas é conseguir livros para abastecer as geladeiras. Para encher as geladeiras, o Sérgio tá sempre correndo atrás de doações

Globo Repórter: Qual a sensação de ajudar?
Graça Lins, professora de literatura: Uma sensação de alegria e, assim, na verdade, de até estimular outras pessoas a fazerem suas doações.

E assim, as geladeiras vão se espalhando por Recife e Olinda. Trabalho sem salário, sem nenhuma remuneração.

Sérgio Santos, criador do projeto Geladeiras Culturais: A moeda que eu recebo com esse trabalho, ela é de um valor incalculável. Você ver o brilho nos olhos de uma criança, um sorriso ao folhear um livro, lhe deixa com uma alegria que não cabe nem dentro da pessoa.
Globo Repórter: A ideia tá aí, todo mundo pode espalhar.
Sérgio Santos: Pode. O Brasil todo pode copiar, pode fazer. E que bom que a gente pode proporcionar isso às crianças.

Jovem cria canal na internet onde publica opiniões sobre livros que lê

Daniel Destro, 16 anos. Um típico adolescente da era digital, mas com uma diferença: ele é louco por livros de papel. Um dia, depois de ler um bom livro, ele sentiu falta de alguém pra trocar ideias sobre aquela história.

“Eu queria conversar com pessoas da minha idade, ou até pessoas mais velhas, que leram o livro. Não é importante quem. Se você leu o livro, eu queria discutir personagem, enredo”, disse Daniel.

Daniel criou, então, um canal na internet. Grava no próprio quarto e publica as opiniões sobre os livros que lê. Com toda sinceridade do mundo.

“Não vou mentir o que achei do livro. Então é uma opinião sincera, é um bate-papo totalmente informal, não é nada uma crítica literária totalmente aprofundada”, explicou Daniel.

Em dois anos e meio, Daniel já gravou mais de 250 vídeos. E não pense que ele fica no quarto falando sozinho não. Ali, do outro lado da câmera, estão mais de 14 mil pessoas ligadas no que ele tem a dizer sobre os livros.

A equipe do Globo Repórter foi até uma biblioteca para conhecer a Renata, a mãe do Daniel. E conhecendo a Renata, a gente entende direitinho como ele se tornou um apaixonado pelos livros. A Renata costuma dizer que o Daniel nasceu dentro de uma biblioteca.

“De início, eu não esperava que fosse dar essa repercussão e conseguir fazer isso, aí você vê essas mensagens e nossa, que demais esse trabalho que eu estou fazendo e conseguindo formar novos leitores, igual minha mãe. Fazer o que, acabei carregando essa missão”, brincou Daniel.

Fonte da matéria: http://goo.gl/2TcJ7v

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